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domingo, 28 de julho de 2013

Conservante de vida


O amor nunca bate na minha porta, nunca sorri na minha direção, nunca me chama pra tomar um café. Tentei até treinar algumas frases com as paredes. As paredes são as minhas únicas e fiéis companhias. O problema é que paredes não preenchem um coração oco, não aquecem os pés no inverno, não abraçam forte no escuro, e não bebem café. 
"Depois com o tempo descobri que o problema era o café. Porque café não tem nada a ver com o amor. Café desce rasgando e te deixa ligado. Amor não. Amor é tipo leite. Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido. E longa vida tem conservante. Uma mentira embalada. Só parece seguro porque está numa caixinha. Depois abre igual a qualquer outro. Amor é tipo isso, derivado de leite com embalagem bonita na geladeira do mercado. Você quer muito, as vezes fica doente de vontade, mas depois que bebe vê que nem foi tudo aquilo. E sem as embalagens, no fundo, danone, queijo, manteiga... É tudo a mesma merda. Fica lá em você boiando até sumir. Teu corpo absorve o bom. E o ruim vai embora."

2 Comentário(s):

Lucas Covolam disse...

DEMAIS esse texto! *--------* ótima comparação sua linda!

Pablo Henrique disse...

Pungente, parabéns pelo bom gosto com livros, a citação é de um dos meus livros favoritos, me diz muito, muito mesmo. Você é maravilhosa.