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quarta-feira, 14 de março de 2012

Me sentindo presa. Obrigada a fazer muitas coisas que eu não quero, que não me sinto bem. Acho que quero me esvaziar; De mim mesma. Só não sei como.
Os remédios não me permitem mais fumar, e o café altera meu humor, mesmo assim, eu já nem tenho tempo de sentar em uma simples mesa, observar as formigas do chão enquanto tomo uma xícara de café quente pra acalmar os nervos.
Meus dias foram preenchidos por 8 horas de aulas diárias, remédios infinitos, dores, e um cansaço contínuo por causa da anemia. O que mais me dói, é a saudade que sinto ao longo da semana. E quanto mais os dias passam, mais parece que isso vai durar.
E em fim a coisa que mais preenche meus dias: um esforço muito grande pra me alimentar certo, e um sono infinito e incompleto. Mas, deve ser pela exaustão de tudo isso. Ou só pelo cansaço natural que meu corpo vem sentindo.
O que me deixa feliz é que os calmantes pra dormir, já não fazem parte da minha rotina. Mas, em compensação, andei tendo pesadelos. É aí que o sono fica, mais a vontade de dormir não. Sinto saudade de quando isso era ao contrário.
Me afogo nos livros antes de dormir, nado por entre palavras, mas não consigo mais me expressar como antes. Acho que acumulo tudo em mim. Trancafio, escondo, e deixo restrito aqui dentro.
Não tenho nem tempo, e nem a vontade de escrever como antes, e parece que quando escrevo, não é mais a mesma coisa. Me dói.
Me dói mais a alma do que antigamente.
Me dói mais viver do que antigamente.
E esse antigamente nem faz muito tempo.
Será que a cada ano que passa essa dor de viver, e esse desânimo de fazer as coisas vai piorando?
O que eu tenho como recompensa, como o meu 'tesouro no fim do arco-íris', pelo menos em algumas horas dos meus fins de semanas, é um conforto no peito, e um sorriso no rosto. Só pelo fato de estar com quem eu amo. Me jogo nos braços dele, e fico ali, sorrindo, vendo pelo menos uma pequena parte da minha vida ser feliz. E enquanto estou com ele, de repente, minha alma para de doer.
Para de doer e meus olhos se enchem de lágrimas; Por ver que vale a pena a dor da semana toda. Por ver que vale a pena a doer a alma.

/É, depois de toda tempestade vem o arco-íris. Não importa quanto tempo dure essa tempestade.
E isso resume tudo.

1 Comentário(s):

Velho Zumbi disse...

Eu acho que deixei poucos comentários por aqui, em todo esse tempo que acompanho o que você escreve.
E agora, lendo esse texto, eu me senti como que estando no seu lugar.
É até bonito, pra mim, saber que posso ler algo que me toque de forma tão forte. Mais forte até do que um soco entre os dentes.