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domingo, 31 de janeiro de 2010


Quanto mais ela pensa, mais ela não consegue se livrar. Quer fugir antes que ouça de alguém o que já sabe. Quer correr sem ter pra onde ir, e ninguém fala a direção. E ninguém caminha ao lado dela.
E ninguém...
Ela ainda tenta saber como foi que sonhou que estariam ali, sendo que nunca dormiu, sendo que nunca sonhou, sendo que não consegue saber como é que vive.
Ela ainda tenta acreditar que está viva! Viva por dentro, tanto que sente! Sente a dor, sente o amor que foi destruído, sente aquele vazio, que sempre sentiu, e já não é mais novidade.
Milhões de pessoas olham pra ela. Não precisam dizer nada. A dó, o preconceito, a repugnância está exposta nos olhos que a cercam.

É assim, um dia você percebe que você é vazio. Que você só se enche com as coisas alheias, mais quando para, vê que você, na verdade, é só um pote, onde você mesmo coloca o que você julga ser bom, julga ser o certo, ou até mesmo o errado.

Ela ainda está sóbria. Sóbria por dentro.
Ela entende que foi deixada para trás, entende que não significa mais nada, e não faz nada pra que isso mude.
Ela nunca precisou de ajuda, e se salvou por dentro, pra não vender seu coração, pra não vender sua alma. Se salvou porque não queria morrer, mesmo sabendo que já está morta, mesmo sabendo que o orvalho já não faz tanta diferença.
Pra quem a vê, ela não está sóbria a dias. Mais foi a dias, que seu interior foi julgado por ela mesmo. Ela decidiu ficar assim, sozinha. Sem ninguém, e não faz nada pra agradar, e não faz nada pra agradar ela mesma. Até porque se acha suficiente assim, não precisa agradar nem a ela mesma, nem a ninguém. Já que sua alma, mesmo sóbria, ainda pensa no vazio que sente, na dor que não sabe como chegou até ela.
Se sente vazia, porém mais segura.
E ninguém se importa.
E ninguém...

1 Comentário(s):

Iriiz Campoz (! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.