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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

[...] E em cada estação em que não puder estar, levo essa saudade enquanto não posso te levar. E no fim desse sufoco, espero contar com a sorte, se ela existe; que só a morte possa nos separar.


sábado, 17 de dezembro de 2011

Eu tenho uma porção de coisas pra te dizer; dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente. Sabe? Dessas coisas tão difíceis de serem ditas e que geralmente ficam caladas: Porque nunca se sabe como serão ditas, nem como serão ouvidas.

sábado, 26 de novembro de 2011

Tenho medo de perder as coisas que andam me fazendo bem.
Só que dessa vez não vou fechar as mãos com força, e apertar a areia do mar fria, pra que ela fique e não vaze de minhas mãos quentes.
Nem abrirei as mãos pra que ela se vá, e minhas mãos voltem a ser frias.
Vou deixar os dedos entreabertos e dobra-los um pouco. Mas, só um pouco mesmo. Pra que a areia se sinta livre, pra fazer o que bem entender.
Não vou segurar, nem soltar.
Se a felicidade decidir ir embora, que vá.
Se decidir ficar, que fique.

/Será bem-vinda.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


Ainda consigo respirar [...] Mesmo sendo tão difícil ultimamente.
Tudo está tão difícil, mas eu não estou me sentindo mal. Como eu disse... Ainda dá pra respirar.
Tristeza pra mim, é o sobrenome da dor. E a saudade, por uns dias, ela começa a odiar o amor.
Depois passa.
Tudo passa depois de um tempo [...] O que não passa é a dor.
Só ela.
Dor latente do infinito.
E vai indo. E vindo.
Assim como o tempo, que vem e vai. Envelhece. Como eu. Mas eu? Eu envelheço fora do tempo. E dentro dele.
E quem sabe ainda sobra tempo pra sonhar.
Pra viver.
Pra chorar.

Pra sobreviver.

sábado, 12 de novembro de 2011

A gente se fere. A poesia se fere.
Ela se fere tão funda e friamente que chega até doer na gente, quando encasquetamos de ler. Ler com a alma.
Ah, essa poesia [...] Leve e triste poesia. Ela nem sente as vezes. Nem sente a dor, nem a frieza. Deve ser pelo tempo que ela tem de vida [...]
O tempo envelhece, envelhece sozinho, coitado! Mas, só ele vê as verdades que andamos mentindo [...]
É. Nem sei como sei essas coisas. Mas, quem disse que o vento não fala?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Todos os dias ela tentava tragar a vida do jeito mais seco de todos.
E até hoje, vê a fumaça dos sonhos dela escapando pela sua boca, junto com as coisas que ela mais deseja em ter.
De vez em sempre, vê alguém que até pensa em se apaixonar; vasculha memórias que não consegue esquecer, dai desiste, por medo de sofrer e mais pra frente ver esse alguém se tornando fumaça e indo embora, assim como todos os sonhos que já teve.

/E não consegue fazer nada pra mudar isso.